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sábado, 26 de março de 2016
Lâmpada química sem eletricidade (Superquímica)
olha que incrível rsrsrsrsr
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“TÁ ME ESTRANHANDO?”
Nosso sistema imunológico é o grande responsável por reconhecer agentes
estranhos a nosso organismo. Por exemplo, quando ficamos gripados,
o sistema imunológico entra em ação para nos livrar do vírus da gripe.
O problema é que, em algumas pessoas, o sistema imunológico – também
chamado de “sistema imune” ou “sistema linfático” – passa a atacar, além
dos microorganismos invasores, também as estruturas do próprio corpo.
Isso mesmo: o corpo dessas pessoas pode atacar a si mesmo num processo
chamado de “auto-imune”! Médicos e cientistas ainda não descobriram
exatamente porque isso ocorre, mas sabem que o indivíduo tem que
ter uma predisposição genética para a doença.
Um exemplo de doença auto-imune é a esclerose múltipla, que causa lesões
no sistema nervoso, principalmente na bainha de mielina, uma estrutura
que envolve nossos nervos (assim como o tubo de plástico envolve a
lâmina de cobre nos fi os elétricos). Essa bainha permite que os impulsos
elétricos sejam conduzidos, ao longo das fibras nervosas, com velocidade
e precisão.
Quando as células do sistema imune, por engano, atacam e destroem a
bainha de mielina, o nervo não conduz o estímulo elétrico de modo adequado.
Por isso, o doente pode apresentar fraqueza nos membros, perturbações
e falta de coordenação motora, entre outros sintomas.
As doenças auto-imunes ainda não têm cura, mas há medicamentos para
os sintomas e muitas pesquisas sobre novos tratamentos têm dado esperança
aos pacientes.
Texto originalmente escrito por Rômulo Viegas, Rosana Siqueira, Rodrigo Vieira, Samya Lima e
Samuel Felício para o programa Na Onda da Vida, da Rádio UFMG Educativa, e adaptado por
Luiz Fernando Freitas.
BANHO DE QUÍMICA
Um texto para refletir
BANHO DE QUÍMICA
Frustrada com o conteúdo escolar da disciplina de Química, que não conseguia
entender facilmente, Ana resolveu tomar banho e alisar os cabelos, alegando que
não suportava mais ouvir a palavra química. Mal sabia ela que havia mergulhado em
um mar de química.
A ação do sabonete na pele nada mais é do que uma substância química que interage
com a água e diferentes gorduras, simultaneamente: os sais de ácidos carboxílicos
(sabões) ou de ácidos sulfônicos de cadeia longa (detergentes).
Até mesmo o odor de nossos corpos tem química. O suor e a gordura produzidos
pelas glândulas sudoríparas e sebáceas, respectivamente, são forte atrativo para
bactérias, que produzem variados ácidos carboxílicos, responsáveis pelos odores
humanos.
Já o cabelo é constituído por cadeias de queratina, interligadas por ligações de
hidrogênio, ligações salinas e de enxofre, que confere, a cada fio, uma estrutura
helicoidal. Ao molhar o cabelo, as ligações de hidrogênio, que são fracas, se rompem.
Quando a “chapinha” é passada no cabelo, os filamentos de queratina são esticados
e, assim, alisados. Ao molhar o cabelo e deixar secar naturalmente, as ligações de
hidrogênio são restabelecidas e a cadeia de queratina volta à sua forma helicoidal,
perdendo o efeito “liso”.
Ao final do banho, é inevitável o uso de perfume. O que são os perfumes? A resposta
reside em um conjunto de diferentes substâncias, as essências, geralmente
moléculas orgânicas voláteis, que, ao entrarem em nossas narinas, ativam regiões
específicas, as células olfativas, as quais enviam estímulos nervosos ao cérebro,
caracterizando o sedutor aroma do perfume.
Assim, Ana retornou do banho mais infestada de Química do que antes. É impossível
viver sem química, pois está presente inclusive no próprio corpo banhado,
constituído, principalmente, por carbono, hidrogênio e oxigênio. Nós somos pura
Química! E uma Química de qualidade, não é mesmo?
Texto escrito por Mateus Quintano e Victor Oliveira, do Colégio Técnico da UFMG, premiados no
Concurso de textos científicos promovido pelo Departamento de Química e Diretoria de Divulgação
Científica da UFMG em comemoração ao Ano Internacional da Química.
retirado do site:
https://www.ufmg.br/cienciaparatodos/wp-content/uploads/2011/08/51-banhodequimica.pdf
retirado do site:
https://www.ufmg.br/cienciaparatodos/wp-content/uploads/2011/08/51-banhodequimica.pdf
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